É tarde então?
Quem é que sabe quem teus olhos matam mais…
O amor ao lado ou o estranho distante?
Quantas milhas devorastes num piscar de olhos?
Qual das ruas está deserta pra ti? Assim tão tarde da noite.
Eu tenho um peito deserto só pra ti, todas as tardes e noites.
Para tua versão risonha de “seven nation army”, para teus relatos de congressos e embriaguez, seus pormenores em altas dosagens, em copos de olhos azuis, janelas de lábios vermelhos e cortinas de pele rosada.
Tens influência aqui, tens a capacidade de animar objetos enquanto eu pinto, aquecendo cores frias com luzes do sul, “minuando” ares prósperos em minhas alegorias.
Não consigo fazer poesia pra ti, os versos me fogem nas fotos do seu cabelo vermelho, com a franja cortada na raça.
Me enraivece todas essas portas abertas para lugar nenhum, todos esses caminhos que não me fazem chegar até você só me servem como cansaço.
Qualquer coisa que tu me diz é um feito, qualquer coisa que tu me mostra é uma verdade, qualquer coisa que tu usa para vestir é uma beleza.
